Comerciante é condenado e PM é absolvido da acusação do assassinato de adolescente em Eugênio de Castro

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Julgamento durou quase três dias, no Fórum de Santo Ângelo

 Depois de quase três dias, terminou por volta das 15h25 desta quinta-feira (12), o julgamento do comerciante Gener Moisés Rodrigues e do policial militar Luis Carlos da Silva, acusados de matar o adolescente Tiago Matheus da Silva, 14 anos, em Eugênio de Castro. O júri teve início na manhã da última terça-feira (10), no salão do júri do Fórum de Santo Ângelo.

O PM Luis Carlos foi absolvido da acusação de homicídio duplamente qualificado e ocultação do cadáver, por insuficiência de provas. Já o comerciante Gener Moisés foi condenado pelo crime de homicídio triplamente qualificado.

O Tribunal do Júri condenou Gener a 15 anos de prisão em regime inicial fechado. A decisão ainda cabe recurso por parte da defesa do réu. Na manhã de quarta-feira, Gener chorou por duas vezes, após confessar o crime.

O Ministério Público trabalhava com a denúncia de que no dia 26 de outubro de 2003, Luis Carlos e Gener teriam pego Tiago Matheus da Silva, 14 anos, na praça José Desordi, colocado-o num automóvel Fiat e levado-o a uma propriedade rural, no interior do município, onde teriam matado o garoto por asfixia mecânica.

Um morador foi quem encontrou o corpo do garoto submerso no rio Ijuizinho, 13 dias após o fato (no dia 8 de novembro de 2003) com uma corda no pescoço amarrada em um bloco de tijolos por concreto e cimento.

O Ministério Público esteve representado pelos promotores de justiça José Garibaldi Machado e Márcio Rogério de Oliveira. A assistência da acusação ficou a cargo da advogada Setembrina dos Santos Machado. A defesa dos réus foi realizada pelos advogados Itaguaci Meirelles, Nelmo de Souza Costa e Alex Klaic.