Comerciantes do Bairro Oliveira buscam respostas para falta de segurança

0
132

Nos últimos meses, quatro assaltos foram praticados no entorno da rodoviária

Nesta semana a redação do Jornal das Missões atendeu a reivindicação de comerciantes do Bairro Oliveira, nas imediações da Estação Rodoviária de Santo Ângelo. De acordo com eles, nos últimos meses, quatro assaltos foram praticados na região, fato que tem causado insegurança aos estabelecimentos e comerciantes da Zona Oeste da cidade.
“Estamos sentindo uma insegurança maior nos últimos meses. Não era da mesma forma e com a mesma frequência os assaltos como estão acontecendo aqui em Santo Ângelo”, explica Marcelo Volkweis, proprietário do Posto Integração. O estabelecimento foi um dos locais em que houve assalto. Além do posto, também sofreram com a onda de assaltos o Restaurante e Sorveteria Crebom, uma relojoaria do entorno da rodoviária e ainda o proprietário do Supermercado Cripy, quando se deslocava para uma lotérica, também na região da rodoviária.
“Não sei se houve alguma alteração na questão administrativa ou se estão com algum problema de efetivo, mas a gente tem sentido uma insegurança maior. Nos últimos quatro meses, em um perímetro não superior a 100 metros, a gente teve vários estabelecimentos assaltados”, declara Volkweis.
Também nesta semana, ocorreram encontros dos comerciantes da região Oeste com os setores de segurança de Santo Ângelo. Eles tiveram reuniões com o delegado Rogério Junges da Polícia Civil e com as autoridades da Brigada Militar, através do Tenente Coronel José Jornada e do Capitão Régis Copetti.
“Nós criamos uma comissão de comerciantes, para expor a situação e pedir uma resposta mediante a essa situação. A polícia, em um primeiro momento, demonstrou vontade de resolver o problema. No entanto, eles nos colocaram algumas questões administrativas, das quais, a segurança esbarra, como por exemplo, a falta de efetivo. A gente nota, principalmente, um abandono da classe polícia neste momento. Tivemos vários assaltos em pouco tempo e não percebemos ninguém da classe política vindo aqui para dialogar ou tentar buscar uma espécie de solução”, conta o comerciante Marcelo.
De acordo com o Capitão Régis Copetti, do 7º Regimento de Polícia Montada (7º RPMon), o crime sempre vai existir, e a polícia trabalha para reduzir. “Nosso serviço visa fazer com que o crime fique em níveis aceitáveis. No entanto, existem picos de violência e a gente intensifica nosso trabalho nesses picos através do trabalho da área de Inteligência e também uma análise criminal. Santo Ângelo conta com 89 bairros, então os policiais não conseguem estar em todos ao mesmo tempo, mas, ainda assim, fazemos um patrulhamento ostensivo em todos”, explica.

GUARITA ABANDONADA
Em frente a Estação Rodoviária, há uma guarida da Brigada Militar que parece estar desabitada há anos. “Mesmo com a importância do local, que é porta de entrada e saída de pessoas, a gente não vê a polícia ali. Vamos solicitar que, pelo menos nas horas mais críticas, a gente tenha um policiamento mais reforçado nas redondezas”, reivindica Marcelo
O Capitão Copetti afirmou que será feita uma análise criminal para atender melhor o local. “Hoje quem define onde estarão as viaturas são as ocorrências atendidas pelo telefone 190. Perto de outras cidades, Santo Ângelo é privilegiada e não está com o efetivo muito defasado”, finaliza. O Capitão ainda parabenizou a atitude dos comerciantes pela iniciativa de procurar a polícia e disse que estão no caminho certo.