Crime de furto de veículo cresceu em Santo Ângelo em 2015

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No ano passado, foram furtados 78 carros. Em contraponto, 68 foram recuperados

Nunca antes na história do Rio Grande do Sul se roubaram tantos automóveis. Os ladrões levaram 38.551 veículos em 2015, conforme levantamento divulgado nesta semana pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado. O maior crescimento, em relação aos carros, ocorreu no roubo (feito sob ameaça ao motorista): aumentou 31,8% em relação ao ano passado.
O furto (sem violência à pessoa) de veículos cresceu 7,63%. Somados, furtos e roubos de carros ultrapassaram um recorde histórico desde que esse tipo de levantamento é divulgado pela SSP, em 2002. Naquele ano foram levados pelos ladrões 27.157 veículos no Estado. Em 2015, foi registrado pico de 38.551 – quase 7 mil a mais que os 32.722 do ano anterior – alta de 31,8%.

NÚMEROS DE SANTO ÂNGELO
Em Santo Ângelo, os números mostram uma pequena elevação no crime de furto de veículos, enquanto o roubo reduziu no ano de 2015. De acordo com as informações obtidas junto ao 7º Regimento de Polícia Montada (7º RPMon), o crime de furto de veículos registrou 65 casos em 2013, 53 em 2014 e um leve acréscimo no ano passado, com 78 furtos. No entanto, ao mesmo tempo que cresceu o número de crimes, a recuperação de veículos também foi maior. Em 2013 foram 53 veículos recuperados, em 2014 o número chegou a 55 e no ano passado, 68 foram encontrados.
O número dos crimes de roubo de veículo, que é praticado com a presenta da vítima e com violência, segue estável em Santo Ângelo. Em 2013 foram quatro registros, já em 2014 o número sofreu um acréscimo, subindo para nove e no ano passado voltou a cair, com quatro registros.
Em 2016, nove veículos já foram furtados e um foi roubado em Santo Ângelo. Destes números, oito já foram recuperados.
De acordo com o Capitão Regis Copetti, do 7º RPMon, “com relação a recuperação de veículos, os números apresentados são da polícia de Santo Ângelo. Isso quer dizer que aqueles que não foram recuperados na área do 7° RPMon, podem ter sido recuperados em outro município”, explica.

A CRIMINALIADE NO ESTADO
O número de crimes violentos, em geral, cresceu. Além do roubo de veículos, aumentaram ligeiramente os homicídios dolosos (2,6%), os homicídios de trânsito (20%) e os assaltos (28,3%). Os latrocínios (quando a vítima é morta durante roubo) se estabilizaram. Dois crimes que tiveram redução significativa são extorsão (-8,4%) e extorsão mediante sequestro (-51,3%).
As polícias podem também comemorar a redução da maioria dos delitos não violentos. É o caso do estelionato, cujo registro diminuiu 12,1% em relação a 2014. E furto simples, que caiu 6,7%.
O chefe da Polícia Civil, delegado Guilherme Wondracek, culpa a “legislação frouxa” pela alta dos crimes violentos. “As polícias prendem, e o bandido volta às ruas, meses depois. Pronto para roubar carros, o que vier pela frente”, desabafa o delegado.
O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Alfeu Freitas, concorda com Wondracek. Ele ressalta que todos os dias as polícias prendem e, volta e meia, deparam com os ladrões já soltos. A esperança do oficial para baixar o número recorde de roubo de veículos é a nova Lei de Desmanches, que será aplicada neste semestre.