Em 12 dias, pelo menos 34 pessoas foram presas em Santo Ângelo

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 As prisões realizadas pela Polícia Civil vem aumentando em Santo Ângelo desde o dia 30 de abril até agora.

Em apenas 12 dias, o número de presos já chega a 34 pessoas. Pelo menos 18 dessas prisões foram por envolvimento com o tráfico de drogas.

O maior número de prisões de uma vez só ocorreu durante a Operação Poró, deflagrada no dia 30 de abril e que culminou em 14 pessoas detidas. Na sequência da operação, a Polícia Civil prendeu dois irmãos, em Parobé, acusados de fornecer a droga à quadrilha de Poró.

Nesse período ainda houve as prisões de um traficante no Bairro Santa Barbará, um traficante no Bairro João Goulart e o cumprimento de um mandado de prisão preventiva (dentro da Operação PC 27), e cinco prisões cíveis, ou seja, por não pagamento de pensão alimentícia.

No último final de semana, a partir de ações realizadas pela Brigada Militar, houve o registro de mais oito prisões em flagrante, relacionadas aos crimes de violência doméstica (Lei Maria da Penha), porte ilegal de arma, furto e embriaguez ao volante. A Polícia Civil também prendeu um homem que não estava pagando pensão alimentícia.

O delegado de polícia regional, Fernando Sodré, diz que as prisões do final de semana estão associadas a crimes do cotidiano. As demais prisões se devem a trabalhos investigativos e criminais da Polícia Civil. “No caso do tráfico de drogas, temos conseguido diminuir o número de homicídios e ocorrências de lesão corporal grave, por exemplo. Prendendo traficantes, diminuimos o acesso às drogas”, frisa.

Sodré observa que aumentou a participação de mulheres no crime de tráfico de drogas. “Na Operação Poró, dos presos, dez são homens e seis são mulheres. Elas estão participando mais do tráfico porque os companheiros estão sendo presos e elas acabam assumindo os pontos, mas acabam sendo presas depois. Tem famílias inteiras presas”, salienta.

Na Operação Poró, a Polícia Civil apreendeu seis veículos, uma moto, mais de R$ 70 mil em notas de R$ 100,00, quantia em moedas, drogas e munições.

Pela lei, os valores e bens apreendidos são destinados ao Fundo Nacional Antidrogas, no entanto, a Polícia Civil deve solicitar à Justiça Estadual a destinação para reaparelhamento dos órgãos de segurança.