Julgamento de PM e comerciante acusados de matar adolescente em Eugênio de Castro será realizado hoje

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Tiago Matheus da Silva, 14 anos, foi encontrado morto em 2003 e seu corpo teria sido ocultado

 O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul confirma através de seu site (www.tjrs.jus.br) que o julgamento do policial militar Luis Carlos da Silva e do comerciante e produtor rural Gener Moises Rodrigues, acusados de matar enforcado o adolescente Tiago Matheus da Silva, 14 anos, no dia 26 de outubro de 2003, em Eugênio de Castro, será realizado nesta terça-feira (10), a partir das 9h, no Salão do Júri, no 1º andar do Fórum de Santo Ângelo.

Em 2011, o julgamento havia sido transferido por duas vezes, sendo uma delas por motivo de doença de um dos acusados.
O julgamento de hoje será presidido pelo titular da 1ª Vara Criminal de Santo Ângelo, juiz de direito Fábio Marques Welter, tendo como representantes do Ministério Público do RS (acusação), os promotores José Garibaldi Machado e Márcio Rogério de Oliveira.

PRIMEIRO JÚRI

No primeiro julgamento, realizado em agosto de 2006, os réus foram absolvidos pelo Conselho de Sentença, porém, o Ministério Público do Rio Grande do Sul recorreu da decisão e conseguiu que um novo júri fosse realizado.

O processo em que Gener e Luis Carlos estão envolvidos possui 18 volumes e cerca de quatro mil páginas.

O QUE DIZ A DENÚNCIA

Conforme a denúncia do MP/RS, no dia 26 de outubro, Luis Carlos e Gener teriam apreendido a vítima Tiago, na praça José Desordi, em Eugênio de Castro, colocado-a, contra sua vontade, num automóvel Fiat e a levado a uma propriedade rural, no interior do município, onde teriam matado o garoto por asfixia mecânica.

Um transeunte foi quem teria encontrado o corpo do garoto submerso no rio Ijuizinho, 13 dias após o fato (no dia 8 de novembro de 2003) com uma corda no pescoço amarrada em um bloco de tijolos jungidos por concreto e cimento.

O auto de necropsia ainda descreve fratura de vértebras cervicais.

Para o Ministério Público, o crime foi cometido mediante o uso de meio insidioso e cruel, consistente em asfixia.

O crime ainda teria sido cometido pelo torpe motivo de vingança, já que os réus alegaram acreditar que Tiago era responsável por cometer pequenos furtos na residência da companheira de Luis Carlos e no restaurante de Gener.

Além da acusação pelo crime de homicídio qualificado, apenas Luis Carlos é apontado como responsável pela ocultação do corpo do adolescente.