Julgamento de PM e comerciante é transferido para abril de 2012

0
150

 O julgamento do policial militar Luís Carlos da Silva e do comerciante e produtor rural Gener Moisés Rodrigues, acusados de matar enforcado um adolescente, em Eugênio de Castro, que seria realizado na próxima segunda-feira (12), foi mais uma vez transferido.

A Sessão de Julgamento foi transferida para o dia 10 de abril de 2012, a partir das 9h, diante da justificativa apresentada pela Defesa dos réus, bem como, por não ter havido oposição ministerial e em razão das férias do promotor de justiça e do juiz de direito responsável pelo caso.

Luís Carlos e Gener são acusados da morte, em virtude de asfixia mecânica, por enforcamento, do adolescente Tiago Matheus da Silva, 14 anos, no dia 26 de outubro de 2003, por volta das 20h30min, em Eugênio de Castro.

No primeiro julgamento, realizado em agosto de 2006, os réus foram absolvidos pelo Conselho de Sentença, porém, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP/RS) recorreu da decisão e conseguiu que um novo júri fosse realizado.

A DENÚNCIA

Conforme a denúncia do MP/RS, no dia 26 de outubro, Luis Carlos e Gener teriam apreendido a vítima Tiago, na praça José Desordi, em Eugênio de Castro, colocado-a, contra sua vontade, num automóvel Fiat e a levado a uma propriedade rural, no interior do município, onde teriam matado o garoto por asfixia mecânica.

Um transeunte foi quem teria encontrado o corpo do garoto submerso no rio Ijuizinho, 13 dias após o fato (no dia 8 de novembro de 2003) com uma corda no pescoço amarrada em um bloco de tijolos jungidos por concreto e cimento.

O auto de necropsia ainda descreve fratura de vértebras cervicais. Para o Ministério Público, o crime foi cometido mediante o uso de meio insidioso e cruel, consistente em asfixia. O crime ainda teria sido cometido pelo torpe motivo de vingança, já que os réus alegaram acreditar que Tiago era responsável por cometer pequenos furtos na residência da companheira de Luis Carlos e no restaurante de Gener.

Além da acusação pelo crime de homicídio qualificado, apenas Luis Carlos é apontado como responsável pela ocultação do corpo do adolescente.