Justiça ouve 17 réus acusados de envolvimento na morte de três detentos no Presídio Regional

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Crime teria acontecido depois de desavença entre detentos no dia 15 de dezembro de 2009

Na tarde de quarta-feira (30), teve prosseguimento a 1ª fase do processo contra os 18 réus acusados de terem matado três presidiários no dia 15 de dezembro de 2009, no Presídio Regional de Santo Ângelo.

A audiência foi comandada pelo juiz Fábio Marques Welter, tendo na acusação o promotor Márcio Bressan e atuou como defensor público Waldemar Menchik Júnior. Dos 18 réus, 17 foram ouvidos; o outro está foragido. Do total de acusados, dois prosseguem em liberdade.

Um verdadeiro aparato foi montado com várias viaturas da Susepe e da Brigada Militar para a escolta dos apenados oriundos dos presídios de Santo Ângelo, Santa Rosa, Ijuí, Santo Cristo e Santa Maria. Nessa audiência aconteceu o encerramento da primeira fase do processo.

De acordo com o promotor Márcio Rogério Bressan, na primeira audiência de instrução foram ouvidas as testemunhas e nesta quarta-feira foi a vez dos réus. “Essa é a primeira fase do processo do júri, que vai da denúncia até a sentença de pronúncia onde se colhe as provas de materialidade para fins de encaminhamentos ou não dos acusados para o Tribunal do Júri. Depois dessa etapa começa o julgamento dos réus pelos jurados. No entanto é preciso ressaltar que nesse intervalo entre a primeira e segunda fases tanto o Ministério Público quanto a defesa pode encaminhar recurso em relação à sentença”, explica. O promotor acredita que o julgamento deverá ocorrer em 2014.

CRIME

O crime, que aconteceu em 2009, teria ocorrido após desentendimento entre as vítimas e os acusados. Na época, por volta das 6h30min, presos abriram a cela 7, colocaram um colchão e atearam fogo, fechando-a novamente. Em virtude do fogo morreram Vinicius Delarci da Silva Vieira (Vini), Maurício Maia Ferreira (Pacotinho) e Antônio Carlos Soares do Nascimento (Cricri). Já Ricardo Corrêa Antunes (Japinha), que também estava na cela, sobreviveu. As vítimas já tinham sido transferidas para o Penitenciária Modulada de Ijuí, anteriormente, devido a desentendimentos com outros presos, mas haviam retornado para Santo Ângelo.