Morte de agricultor: esposa indiciada por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver

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Mulher de produtor rural assassinado em dezembro aguardará julgamento na prisão

Na tarde de ontem (14), o delegado Heleno dos Santos, que responde pela Delegacia de Polícia Civil de Santo Ângelo durante as férias do titular Rogério Junges, remeteu à Justiça o inquérito policial referente ao homicídio que vitimou o agricultor Ademir Steinhaus, de 48 anos. De acordo com Heleno, a esposa do agricultor, que está presa desde o dia 11 de dezembro, será indiciada em dois crimes.

“O inquérito será entregue para a Justiça hoje (quarta-feira, dia 14), com indiciamento por homicídio duplamente qualificado e crime de ocultação de cadáver”, informou o delegado Heleno dos Santos.

PRISÃO PREVENTIVA
Conforme antecipou o Jornal das Missões na edição de sábado (10), a Polícia Civil encaminhou à Justiça, ainda na sexta-feira (9), o pedido de prisão preventiva em nome da esposa do agricultor. Contra ela havia sido decretada a prisão temporária, com prazo de 30 dias, que expirou no domingo (11). De acordo com Heleno, o pedido foi acatado pela Justiça e não tem prazo de duração.

“Não tem um prazo. O pedido foi baseado no abalo da ordem pública e acredito que dificilmente ela seja solta tão cedo. Deve ficar presa até o final do processo judicial”, disse o delegado.

ENTENDA O CASO
Ademir Steinhaus, de 48 anos, foi dado com desaparecido pelos familiares no dia 2 de dezembro de 2014. Na manhã do dia 10 de dezembro, vizinhos da propriedade encontraram uma sacola nas margens de um riacho que fica localizado a 500 metros da propriedade de Ademir. Dentro da sacola havia partes de ossada humana e órgãos. No dia 11 de dezembro, a esposa do agricultor foi presa pela Polícia Civil na casa onde residia com o marido e o filho menor de idade.

Segundo a polícia, a mulher confessou ter assassinado o marido com uma machadada no pescoço e depois ter queimado o corpo em uma churrasqueira. Após, ainda segundo a polícia, tentou enterrar o que sobrou do corpo. Não obtendo sucesso, a acusada recolheu os restos mortais, colocou em uma sacola e jogou nas margens do riacho, atrás da propriedade.