MP e defesa travam embates no segundo dia de julgamento dos acusados de matar adolescente em Eugênio de Castro

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Até às 18h desta quarta-feira (11), a sessão de julgamento ainda não havia sida concluída

 No segundo dia de julgamento do comerciante Gener Moisés Rodrigues e do policial militar Luis Carlos da Silva, acusados de matar o adolescente Tiago Matheus da Silva, 14 anos, em Eugênio de Castro, houveram vários embates entre o Ministério Público (MP) e a defesa dos réus.Até às 18h desta quarta-feira (11), o julgamento ainda não havia sido concluído e nem tinha previsão de término.

O julgamento acontece no Fórum de Santo Ângelo. Na terça-feira (10), primeiro dia do júri, os jurados foram levados até uma propriedade no interior de Eugênio de Castro, onde teria ocorrido o assassinato.

OS EMBATES

Ontem pela manhã aconteceram os interrogatórios que terminaram por volta das 13h. O primeiro a falar foi o comerciante Gener Moisés. Por quase 2h, ele apresentou a sua versão sobre o caso e chegou a chorar. Disse que se sentia ameaçado pelo adolescente. “Ele já havia ameaçado estuprar uma de minhas filhas. E quem é pai sabe o sentimento que tem por um filho. Naquela ocasião, quando eu apertei o pescoço dele não imaginava que teria matado ele”, declarou Gener em depoimento. Depois foi a vez de Luis Carlos ser interrogado por quase 1h.

Por volta das 14h, a sessão de julgamento foi retomada com a manifestação do MP. Neste momento, foram registrados vários embates entre o promotor de justiça José Garibaldi Machado e o advogado Itaguaci Meirelles. Garibaldi atua na acusação ao lado do promotor Márcio Rogério de Oliveira e tem como assistente a advogada Setembrina dos Santos Machado. Meirelles é advogado dos réus junto com os advogados Nelmo de Souza Costa e Alex Klaic.

O MP já postulou a absolvição de Luis Carlos do crime de homicídio, mas pede a sua condenação por ocultação do cadáver. Em relação a Gener Moisés, a acusação postulou pela sua condenação por homicídio.

FAMÍLIA DA VÍTIMA ACOMPANHA O JÚRI

A mãe da vítima, a dona de casa Vera Lúcia de Fátima da Silva, 40 anos, acompanha o julgamento, Há três anos mudou-se de Eugênio de Castro para Santo Ângelo porque se sentia amedrontada. “Tudo o que eu quero é que eles paguem pelo que fizeram”, falou.

A DENÚNCIA

Conforme o Ministério Público, em 26 de outubro de 2003, Luis Carlos e Gener teriam pego Tiago, na praça José Desordi, colocado-o num automóvel Fiat e levado-o a uma propriedade rural, no interior do município, onde teriam matado o garoto por asfixia mecânica.

Um morador foi quem encontrou o corpo do garoto submerso no rio Ijuizinho, 13 dias após o fato (no dia 8 de novembro de 2003) com uma corda no pescoço amarrada em um bloco de tijolos por concreto e cimento.

O julgamento está sendo presidido pelo juiz de direito Fábio Marques Welter, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Santo Ângelo.