Número de vítimas fatais no trânsito teve a maior redução dos últimos oito anos

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Polícia acredita que o resultado positivo é uma resposta ao trabalho de fiscalização e prevenção

O Rio Grande do Sul registrou, em 2015, 1.531 acidentes e 1.735 vítimas fatais no trânsito, o menor número dos últimos oito anos. A redução histórica da acidentalidade foi maior entre veículos de duas rodas. Caronas de moto, ciclistas e motociclistas registraram um percentual de redução maior entre as vítimas do que condutores de veículos e pedestres. Somente os passageiros tiveram aumento em relação a 2014. A análise partiu do Diagnóstico da Acidentalidade 2015, publicado nesta semana pelo Detran/RS.
De acordo com o Sargento Rubens da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) de Santo Ângelo, os números são o reflexo de um trabalho preventivo e educativo realizado pela polícia. “A população se conscientizou devido a realização da fiscalização intensa. Os motoristas se cuidam mais, até pelo fato de que a fiscalização aumentou e as multas ficaram mais caras”, cita.
Já a Polícia Rodoviária Federal de Ijuí (PRF), que atende também as rodovias federais da região de Santo Ângelo, através do chefe da 10º Delegacia da PRF do Estado, Edemilso Brunning Schopf, encaminhou à redação do Jornal das Missões uma tabela detalhada que demonstra a redução de acidentes e mortes na região Noroeste do RS. De acordo com os dados, na jurisdição da delegacia, em 2010 foram 67 mortos no trânsito na região. Em 2011 foram 61 e em 2012 o número chegou a 70. Em 2013, uma redução começou a ser percebida, com 49 mortos no trânsito. No ano seguinte, 2014, houve um acréscimo e foram 69 mortos. O menor índice de vítimas fatais no trânsito foi registrado ano passado, com um total de 39.

NO ESTADO
O número de pessoas que morreram na condição de carona de moto caiu 39% em 2015, enquanto o número de vítimas entre ciclistas teve redução de 28%, e entre motociclistas, de 20%. A redução foi de 15% para condutores de veículos e 9% para pedestres. Entre os passageiros mortos em acidentes houve aumento de 3%.
Foram 64 caronas de moto, 126 ciclistas e 496 motociclistas mortos em 2014. Em 2015 foram 39, 91 e 395, respectivamente. O número de condutores entre as vítimas fatais de acidentes de trânsito passou de 592 para 503 e o de pedestres de 407 para 370. Morreram, ainda, 316 passageiros de veículos de quatro rodas em 2014 e 327 em 2015. O número de registros de carroceiros mortos passou de sete para cinco.

REDUÇÃO HISTÓRICA
O Estado registrou, em 2015, uma redução histórica nos índices da acidentalidade: foram 16% menos acidentes e 14% menos mortes no trânsito em relação ao ano anterior. O número de acidentes e mortes é o menor desde 2007, quando o Detran/RS começou a utilizar a metodologia internacional de estatísticas de acidentes de trânsito, que contabiliza as mortes até 30 dias após o acidente (por isso não podem ser comparados a dados anteriores).
Nos demais itens analisados, há uma linearidade com o ano anterior e com o padrão histórico. Os acidentes acontecem mais à noite (35%), nos finais de semana (38%) e cerca de 60% das ocorrências são em rodovias. Quase metade dos acidentes são colisões e outros 23% atropelamentos.
Com relação às vítimas, o RS mantém a proporção histórica: quase 80% homens e com uma curva ascendente de participação a partir dos 18 anos, que decresce suavemente a partir dos 30 e atinge um pico novamente aos 65. Em comparação com 2014, a faixa etária dos 15 aos 17 se destaca e pede mais atenção: sofreu variação de 23%, passando de 60 para 74 mortes em 2015.

SEGURANÇA NO TRÂNSITO
A redução das mortes e acidentes fatais no Rio Grande do Sul impacta a curva da acidentalidade fatal no Estado em direção à meta da Década de Ação pela Segurança no Trânsito proposta pela ONU, que visa reduzir em 50% as vítimas no trânsito até 2020. A redução de 14% das vítimas fatais em 2015 coloca o estado em uma melhor posição em relação à meta da ONU.