Pelotões de Operações Especiais do CRPO/Missões aperfeiçoam técnicas policiais durante treinamento

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Mais de 50 policiais participaram do curso, que teve temas como a abordagem policial e uso de armas

Policiais dos Pelotões de Operações Especiais (POEs) do 7º RPMon (Santo Ângelo), do 14º BPM (São Luiz Gonzaga) e do 29º BPM (Ijuí), todos integrantes do Comando Regional de Polícia Ostensiva Missões (CRPO/Missões), estiveram em treinamento ontem (9), ao longo de todo o dia, na sede do 7º RPMon. Primeiramente, com início às 8h, houve uma exposição teórica, e por volta das 8h30min foram iniciados os treinamentos práticos.

Os pelotões têm como comandantes os tenentes Joaquim Monteiro (POE do 7º RPMon), Luciano Morais da Rosa (POE do 14º BPM) e Fábio Augusto Alfing (POE do 29º BPM). No total, 54 policiais estiveram presentes, e o treinamento envolveu temas como o uso progressivo da força, fundamentos do uso de arma de fogo, tomada de decisão de tiro, abordagem policial, imobilização tática, controle de distúrbios civis, operações especiais, gerenciamento de crise, negociação policial e patrulha policial.

Divididos em grupos, os policiais tiveram como instrutores os tenentes Joaquim Monteiro, Celso de Oliveira, Noli Belmiro Reis e Cloveni Lugo, o capitão Régis Copetti e o 2º sargento Tarcísio dos Santos, do POE do 7º RPMon e integrante da Força Nacional de Segurança Pública. “Buscamos o aperfeiçoamento das ações policiais, procurando aprimorar nossa percepção de segurança pública para darmos respostas qualificadas à sociedade. E padronizar procedimentos de atuação policial é fundamental para que alcancemos estes objetivos”, declarou o tenente Monteiro.

IMPORTÂNCIA DA ABORDAGEM

Em um dos treinamentos práticos, de abordagem policial, com demonstrações feitas pelo 2º sargento Tarcísio dos Santos, o comandante do POE do 7º RPMon se dirigiu ao grupo ressaltando a importância da abordagem e frisou que ela é um dos momentos decisivos da ação policial. “A abordagem é o carro-chefe da polícia. Tudo começa por ela. Não se algema sem antes fazer a abordagem, não se faz prisão sem passar pela abordagem. É algo que o policial começa e não tem mais volta: começou, precisa ir até o fim”, expôs o tenente Monteiro. “Em que momento o policial morre? Na abordagem, porque não sabemos quem está sendo abordado e o limite de erros é muito pequeno. Por isso, se estou na abordagem com um colega, a vida deste colega está nas minhas mãos”, complementou.

Monteiro diz que outros treinamentos estão previstos para outubro, novembro e dezembro. Além disso, 26 policiais dos POEs, sob o comando do tenente, atuarão em Porto Alegre na segurança da Copa do Mundo. Eles estarão na Capital a partir de 23 de maio, para treinamentos.