Polícia Federal, BM e Polícia Civil cumprem 30 mandados de prisão na Operação Brothers

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Investigação aponta que três irmãos de Santo Ângelo lideram rede de tráfico de drogas

Desde as 6h30min desta terça-feira, a Polícia Federal em Santo Ângelo, com o apoio da Brigada Militar e da Polícia Civil, desencadeia operação de repressão ao tráfico de drogas ilícitas, com a execução da prisão dos integrantes de uma rede de traficantes baseada na cidade de Santo Ângelo, com ramificações na região e na Grande Porto Alegre.

Equipes de policiais federais, brigadianos, além da Polícia Civil de Santiago, cumprem 30 mandados de prisão preventiva e 42 mandados de busca e apreensão, bem como diversas ordens de sequestro de valores e de veículos expedidos pela Justiça Estadual de Santo Ângelo.

Investigações sigilosas iniciadas há um ano e um mês pela Delegacia de Polícia Federal de Santo Ângelo identificaram uma rede criminosa liderada por três irmãos residentes em Santo Ângelo, que adquire drogas ilícitas como crack e cocaína em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul (que faz fronteira seca com Pedro Juan Caballero, no Paraguai) para distribuição em Santo Ângelo e região.

MANDADOS DE PRISÃO

Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades de Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga, Santiago, Santa Maria, Jaguari, Gravataí e Novo Hamburgo, todas no Rio Grande do Sul, e em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. A atuação dos traficantes investigados ainda teve desdobramentos em Florianópolis (Santa Catarina) e em Luziânia (Goiás).

No período da investigação foram retirados de circulação aproximadamente 80 quilos de crack e de cocaína e de aproximadamente 94 quilos de maconha, com a prisão de 15 pessoas e a lavratura de sete termos circunstanciados.

Participam da deflagração desta operação 180 policiais, entre policiais federais, civis e militares das regiões abrangidas pela investigação, utilizando cerca de 60 viaturas oficiais.

A operação foi batizada de “brothers” em virtude dos principais líderes dos grupos criminosos serem irmãos e residirem em Santo Ângelo.

A ação policial se dá mesmo em meio à greve de agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal, em consideração à extrema relevância do trabalho para a sociedade e em respeito às ordens emanadas do Poder Judiciário e à atuação do Ministério Público, assim como às corporações policiais estaduais envolvidas nos trabalhos, tratando-se de entendimento do movimento sindical que deliberou aos seus filiados locais atuarem nesta data.