Polícia ouve testemunhas sobre caso da jovem encontrada carbonizada em veículo

0
91

Nesta segunda-feira (14), a Delegacia de Polícia de Palmeira das Missões ouviu várias testemunhas sobre o caso da acadêmica de Enfermagem Kimberly Ruana Ruckert, de 22 anos, encontrada morta dentro de um veículo localizado numa estrada vicinal, próximo à BR-158, entre Palmeira das Missões e Condor. A informação foi repassada pelo delegado que acompanha o caso, Antônio Maieron.

O delegado explica que trilheiros encontraram um Ford KA destruído pelo fogo e dentro dele o corpo carbonizado da vítima. “A jovem desapareceu na sexta-feira (11), depois que saiu do trabalho na empresa Foto Flash, aqui em Palmeira das Missões. A vítima foi apenas encontrada no sábado, por volta das 14h30min”, conta.

Segundo Maieron, a jovem estudava na extensão da Universidade Federal de Santa Maria em Palmeira das Missões. “As pessoas que encontraram o corpo acionaram, primeiramente, a Brigada Militar, e em seguida a Polícia Civil foi até o local do fato, próximo à Escola Agrícola Celeste Gobetto”, salienta.

INVESTIGAÇÃO

O delegado Maieron diz que foram ouvidos amigos e colegas de trabalho da vítima. “Kimberly morava há dois anos na cidade e vivia sozinha. Estamos trabalhando em duas linhas de investigação. A primeira de crime passional.

Não acreditamos que seja por assalto, porque não levaram nada da vítima. A perícia encontrou o colar de Kimberly, o som do automóvel não foi levado, e na casa dela o apartamento encontrava-se intacto. Acreditamos que isso afasta a possibilidade de roubo”, revela.

Outra linha de investigação é de que também poderia ser por vingança, tendo em vista que a mãe de Kimberly, Rejane Salete Ruckert, atua como delegada em Três Passos. O delegado, porém, acredita que essa hipótese seja menos provável. “Vamos verificar se ela tinha algum namorado em Três Passos. Caso haja deveremos coletar seu depoimento”, destaca.

De acordo com Mairon, também foram ouvidos os moradores de uma granja próxima ao local onde o corpo foi encontrado. Os moradores disseram que não foi possível ouvir qualquer barulho, pois na noite de sexta-feira para sábado chovia muito naquela região.

A investigação vem sendo coordenada pelo delegado Adriano de Jesus Linhares, de Palmeira das Missões.