Policiais do Pelotão de Operações Especial treinam com fuzis 5,56

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Treinamento objetiva manter os policiais condicionados tecnicamente

O Pelotão de Operações Especiais (POE) do 7º Regimento de Polícia Montada (RPMon) realizou na tarde de terça-feira (15), um treinamento com os fuzis 5,56 recentemente recebidos do Comando da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

Os fuzis 5,56 são destinados pela Brigada Militar para grupos de pronto emprego tático, pois possui o calibre de fuzil mais utilizado mundialmente.

CORONHA REBATÍVEL

O comandante do POE e instrutor de tiro policial, Tenente Joaquim Monteiro, explica que devido as armas possuírem a coronha rebatível são especialmente adequados para operações de tropas especiais, como o Bope do Rio de Janeiro e a Rota de São Paulo. “Essa situação auxilia na adaptação do policial e no manuseio em ambientes confinados, tais como viaturas e interior de edificações”, ressalta.

Monteiro afirma que o treinamento objetiva manter os policiais condicionados tecnicamente para cada vez mais melhorar as ações de polícia preventiva a fim de evitar as ocorrências policiais, “mas quando elas acontecem a resposta é bem mais qualificada”.

OCORRÊNCIAS DE ALTO RISCO

Durante o treinamento foram simuladas algumas situações, baseadas em ocorrências policiais de alto risco, como as ocorridas há poucos dias no Estado e na região, aproximando o treinamento da realidade policial.

Os fuzis 5,56 já estão sendo empregados nas atividades operacionais do Pelotão de Operações Especiais de Santo Ângelo, que atua nos 11 municípios da área de abrangência do 7º RPMon “e por vezes efetua missões determinadas pelo Comando Comando Regional de Polícia Ostensiva das Missões (CRPO) em outras áreas de atuação”, diz Monteiro.

GRANDE ALCANCE

Os fuzis MD9720 foram fabricados fabricado pela Imbel – Indústria de Material Bélico do Brasil. O armamento possui alto poder de fogo, grande alcance e poder de transfixação (podendo atravessar uma parede, uma barreira ou um automóvel e atingir um bandido que possa estar protegido. Ao atingir, a perfuração de saída é bem maior que de entrada).

O comandante de Esquadrão do 7º RPMon, Capitão Régis Copetti, diz que atualmente a BM já utiliza outros tipos de armamentos pesados, como: submetralhadoras, fuzis 762 e carabinas calibre 40.