Preso preventivamente, réu é absolvido em júri e já está em liberdade

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Acusado da prática de homicídio qualificado por motivo fútil acrescido de furto de objeto, o réu Adão Rodrigues da Silva, morador do interior de Vitória das Missões, que estava preso preventivamente, foi absolvido pelo corpo de jurados em júri popular realizado no dia 19 de novembro, no Fórum de Santo Ângelo. O júri, que se iniciou às 9h30min e foi concluído às 18h, foi presidido pelo juiz Fábio Marques Welter e teve, na acusação, o promotor Márcio Bressan e, na defesa, o defensor público Waldemar Menchik Júnior.

O caso ocorreu no dia 9 de junho deste ano, na localidade de Rincão dos Pintos, em Vitória das Missões. Adão era acusado de matar João Batista Rodrigues Filho com golpes de madeira e um golpe de faca. O fato teria sido motivado por um desentendimento a respeito da companheira de Adão, cuja honra, segundo o acusado, teria sido ofendida. Além disso, como foi constatado o sumiço de uma arma artesanal da casa da vítima, era atribuída ao réu a subtração dela, o que representaria crime de furto.

A maioria dos jurados acolheu a tese de legítima defesa putativa, ou seja, imaginária, porque, segundo a defesa, embora a arma que a vítima tinha estivesse sem munição, não era exigível que o réu tivesse de examiná-la quando, supostamente, lhe fora apontada. De acordo com Adão, teria sido neste momento que ele desferiu os golpes que mataram João Batista.

O corpo de João só foi encontrado no dia 13 de junho, pelos patrões da vítima, que morava sozinha. Com a decisão dos jurados, por maioria de votos, Adão foi absolvido, tanto da acusação de homicídio quanto da acusação de furto. Isso porque, em relação ao furto, o réu alegou que levou a arma da vítima para provar que tinha agido em legítima defesa. Com o resultado do júri, Adão teve expedido alvará de soltura e já está em liberdade.